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Raças predispostas a problemas dentários: os braquicefálicos exigem mais atenção

Raças predispostas a problemas dentários: os braquicefálicos exigem mais atenção

Por: Odontocão - 28 de Março de 2026

A saúde bucal dos pets tem impacto direto no bem-estar e na qualidade de vida, mas ainda é um cuidado muitas vezes negligenciado pelos tutores. Entre os fatores que aumentam o risco de doenças orais, a raça é um dos principais: Pug, Buldogue Francês e Shih Tzu apresentam características anatômicas que favorecem o acúmulo de placa bacteriana e o desenvolvimento de doenças periodontais ao longo da vida. Esses cães são classificados como cães braquicefálicos, ou seja, possuem o crânio mais curto e achatado e estão entre os mais predispostos a problemas dentários. 

Esse mesmo padrão também é observado em gatos braquicefálicos, como Persa, Himalaio e Exótico, que apresentam características semelhantes e, por isso, também podem desenvolver alterações dentárias com maior frequência.

Além dos braquicefálicos, cães de pequeno porte, como Yorkshire Terrier, Chihuahua e Spitz Alemão, também apresentam maior tendência ao acúmulo de tártaro, muitas vezes ainda jovens.

Entender essas predisposições é essencial para agir de forma preventiva e evitar complicações que podem ir além da saúde bucal.

Entenda os fatores de risco em raças braquicefálicos

Devido à anatomia reduzida da face, os cães braquicefálicos possuem menos espaço para acomodar todos os dentes corretamente. Isso leva ao apinhamento dental, caracterizado pela sobreposição e desalinhamento dos dentes, o que dificulta a higienização natural da boca.

“Nos cães braquicefálicos, é muito comum observar dentes desalinhados e com pouco espaço entre si. Essa condição favorece o acúmulo de placa bacteriana e acelera o desenvolvimento da doença periodontal”, explica a Dra. Priscila Matsunaga, odontóloga veterinária da Odontocão.

Quando os dentes estão muito próximos ou desalinhados, há maior retenção de restos alimentares e bactérias. Com o tempo, essa placa bacteriana se mineraliza, formando o cálculo dentário, conhecido como tártaro.

Sinais de alerta para os tutores

Esse processo costuma ser silencioso e progressivo. Sem o tratamento adequado, pode evoluir para doença periodontal, uma condição inflamatória que afeta gengiva, ligamentos e estruturas de suporte dos dentes.

Além de causar dor, mau hálito e perda dentária, a doença periodontal pode ter consequências sistêmicas. As bactérias presentes na boca podem atingir a corrente sanguínea e impactar órgãos como coração, fígado e rins.

Os problemas dentários nem sempre são percebidos no início, por isso é importante observar sinais como mau hálito persistente, gengiva avermelhada ou inchada, presença de tártaro visível, dificuldade para mastigar, preferência por alimentos mais macios e salivação excessiva.

A identificação precoce desses sinais faz toda a diferença no sucesso do tratamento e na qualidade de vida do animal.

Prevenção: o cuidado começa em casa

A escovação dental é a principal forma de prevenção e deve fazer parte da rotina do pet desde cedo, sempre com produtos específicos para uso veterinário.

“Assim como acontece com os humanos, a escovação regular é a forma mais eficaz de prevenir o acúmulo de placa bacteriana e manter a saúde bucal em dia”, reforça a Dra. Priscila.

De acordo com a doutora, em casos mais avançados, quando já há acúmulo significativo de tártaro ou sinais de doença periodontal, a escovação isolada não é suficiente. Nessas situações, é indicado o procedimento odontológico que inclui a limpeza completa, remoção do cálculo dentário e avaliação detalhada de cada dente. Esse cuidado é essencial para restaurar a saúde bucal e evitar complicações mais graves.

Saúde bucal em gatos: atenção especial aos braquicefálicos

“Nos gatos braquicefálicos, também observamos redução do espaço na arcada dentária, o que favorece o apinhamento e a retenção de biofilme dental. Isso aumenta o risco de formação de cálculo dentário e progressão da doença periodontal, muitas vezes de forma silenciosa”, explica a Dra. Vitória Espíndola, odontóloga veterinária da Odontocão.

Pensando nas particularidades dos felinos, a Odontocão conta com o Espaço OdontoCat, estruturado para oferecer um atendimento mais tranquilo, seguro e adequado ao comportamento dos gatos.

“Criamos um ambiente exclusivo, com salas de consulta preparadas para reduzir o estresse e permitir uma abordagem mais cuidadosa e individualizada. Isso faz toda a diferença na experiência do paciente felino e na qualidade do atendimento”, complementa a Dra. Vitória.

A prevenção, aliada ao acompanhamento profissional, é o caminho mais seguro para garantir conforto, saúde e longevidade ao seu pet.

Se o seu animal se encaixa nesse perfil, vale a pena incluir a saúde bucal na rotina de cuidados. A Odontocão está preparada para orientar e oferecer o tratamento ideal em cada fase da vida do seu pet.

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