Tártaro avançado em pets com 8 anos ou mais: riscos e cuidados
Por: Odontocão - 29 de Outubro de 2026
O acúmulo de tártaro pode começar muito antes da velhice. Entenda os riscos da doença periodontal, a importância da prevenção e por que perder dentes não é uma consequência natural do envelhecimento.
Imagine passar oito, dez ou até quatorze anos sem escovar os dentes ou visitar um dentista. Difícil imaginar, não é? Mas essa pode ser a realidade de muitos cães e gatos que chegam à maturidade sem os cuidados necessários com a saúde bucal.
A idade, por si só, não provoca o tártaro. Entretanto, cães e gatos mais velhos podem apresentar problemas acumulados ao longo da vida, especialmente quando não tiveram acompanhamento odontológico regular.
O Dr. Lourenço, médico-veterinário da Odontocão, destaca um pensamento errôneo muito comum: “É importante desmistificar que o dente vai ficando feio porque o pet é velho e isso é normal. Isso não é normal, né? Os dentes precisam ser cuidados.”
Isso significa que o seu pet não precisa conviver com dentes comprometidos simplesmente porque envelheceu.
Como o tártaro avançado pode comprometer a saúde de pets com 8 anos ou mais?
O tártaro avançado não surge de uma hora para outra, tampouco é uma condição exclusiva dos animais idosos. Ele pode ser resultado de anos de acúmulo de placa bacteriana e da evolução silenciosa de problemas bucais.
Quando associado à doença periodontal, o acúmulo de tártaro pode favorecer alterações importantes, como inflamação gengival, infecções, retração da gengiva, perda do suporte dentário e dor. Em casos avançados, o animal pode apresentar dificuldade para mastigar, mobilidade dentária e até perda de dentes.
Além do comprometimento local, a inflamação periodontal crônica pode ter repercussões sobre a saúde geral, especialmente em pacientes com outras doenças.
“E o problema não é cair o dente. [...] Porque, para chegar ao ponto de cair o dente, além do sofrimento do paciente, da doença, ele padece, o corpo inteiro padece. A perda dentária pode representar o estágio final de um processo que causou sofrimento por muito tempo.", afirma o Dr. Lourenço.
Cães e gatos idosos podem receber tratamento odontológico?
A idade avançada, isoladamente, não contraindica o tratamento odontológico nem a anestesia. Cada paciente precisa ser avaliado individualmente, considerando seu histórico clínico, condições de saúde e necessidades específicas.
Na Odontocão, a avaliação especializada e o planejamento anestésico fazem parte dos cuidados para oferecer um tratamento adequado a cada paciente. Quando há tártaro avançado, a escovação caseira não é suficiente para removê-lo. É necessária uma avaliação profissional para determinar o tratamento indicado.
Escovação, pasta dental e prevenção: quando começar?
A resposta é simples: desde cedo! O ideal é acostumar cães e gatos ao contato com a boca ainda filhotes, inicialmente com aproximações suaves e adaptação gradual, sempre respeitando o conforto do animal.
O Dr. Lourenço orienta que a escovação diária com escova e pasta dental específicas para pets é a principal medida de higiene doméstica para controlar a placa bacteriana. “As pastas dentais veterinárias enzimáticas podem auxiliar nessa rotina, mas não substituem a ação mecânica da escovação”, disse em entrevista publicada no YouTube da Odontocão.
Produtos destinados a humanos não devem ser utilizados sem orientação veterinária. E, assim como acontece com as pessoas, escovar os dentes não elimina a necessidade de consultas periódicas.
Confira muito mais nesta entrevista:
Cães e gatos sentem dor de dente? Anestesia e saúde bucal no tratamento odontológico veterinário.
O tártaro pode começar ainda quando o pet é filhote?
Sim! A placa bacteriana começa a se formar nos dentes desde cedo e, quando não é removida adequadamente, pode se mineralizar, dando origem ao cálculo dentário, popularmente conhecido como tártaro. Por isso, até mesmo um cachorro filhote com bafo persistente merece atenção. O mau hálito pode indicar problemas bucais que precisam ser investigados.
O cálculo supragengival, aquele visível sobre a superfície dos dentes e acima da gengiva, costuma chamar a atenção dos tutores. Entretanto, o comprometimento abaixo da gengiva pode ser ainda mais preocupante, pois envolve estruturas responsáveis pela sustentação dos dentes. Com o passar dos anos, a ausência de cuidados preventivos pode favorecer a progressão da doença periodontal.
Dicas para manter a saúde bucal do seu pet:
- Acostume o pet à higiene bucal desde filhote.
- Priorize a escovação diária com produtos veterinários adequados.
- Observe sinais como mau hálito persistente, sangramento gengival e dificuldade para mastigar.
- Procure acompanhamento odontológico especializado, mesmo quando não houver sintomas aparentes.
- Nunca tente remover o tártaro em casa com instrumentos ou receitas caseiras.
Cuidar dos dentes é cuidar da qualidade de vida
Envelhecer faz parte da vida. Sofrer com doenças bucais não precisa fazer parte dela.
Se o seu cão ou gato tem 8 anos ou mais, vale a pena olhar com atenção para sua saúde bucal. E, se ainda é filhote, este é o melhor momento para começar a prevenção.
Na Odontocão, cães e gatos recebem atenção às suas necessidades, porque cuidar dos dentes é também proporcionar conforto, saúde e bem-estar em todas as fases da vida.
Agende uma avaliação odontológica e ajude seu pet a envelhecer com mais saúde!
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